JOVENS
Última
actualização 29 Fevereiro 2012
Textos para reflectir
Confiança entre os homens - confiança em Deus
A solidariedade
entre os homens poderia encontrar numa referência a Deus um fundamento
sólido; no entanto, a
confiança em Deus é frequentemente posta em questão.
São numerosos os que não conseguem acreditar num Deus que
os ama pessoalmente. São também numerosos os
que, com muita honestidade, se questionam: como posso saber se tenho fé?
A fé apresenta-se hoje como um risco:o risco da confiança.
A fé não é em primeiro lugar uma adesão a algumas
verdades, mas uma relação com Deus. É um apelo para
que nos voltemos para a luz de Deus.
Longe
de nos tornar subservientes ou sufocar a realização pessoal
,a fé em Deus torna-nos livres:livres do medo, livres
para uma vida ao serviço daqueles que Deus nos confia.
Quanto
mais cresce a confiança em Deus mais o coração se alarga
a tudo o que é humano, em todo o mundo,
em todas as culturas, acolhendo também as ciências e as técnicas
que permitem aliviar o sofrimento e desenvolver
as sociedades.
Deus,
tal como o sol, é demasiado deslumbrante para que possamos olhar
para ele. Mas Jesus deixa transparecer
a luz de Deus. Toda a Bíblia nos conduz a esta confiança:
Deus, absolutamente transcendente, entra na nossa realida-
de humana e vem falar-nos numa linguagem acessível.
Taizé,
Carta de Fr. Alois para 2012, Rumo a uma nova solidariedade
Texto completo em http://www.taize.fr/pt_article13262.html

Cristo é a nossa luz!
Em todas as igrejas, nas catedrais e nos conventos, em toda a parte onde se
reúnem os fiéis para a celebração da Vigília
Pascal, a mais santa de todas as noites começa com o acender do círio
pascal, cuja luz é depois transmitida a todos os presentes. Uma minúscula
chama irradia-se para muitas luzes e ilumina a casa de Deus que estava às
escuras. Neste maravilhoso rito litúrgico que imitámos nesta
vigília de oração, desvenda-se-nos, através de
sinais mais eloquentes do que as palavras, o mistério da nossa fé
cristã. Ele, Cristo, que diz de Si próprio: "Eu sou a luz
do mundo" (Jo 8, 12), faz brilhar a nossa vida, para ser verdadeiro o
que acabámos de ouvir no Evangelho: "Vós sois a luz do
mundo" (Mt 5, 14).
Não são os nossos
esforços humanos nem o progresso técnico do nosso tempo que
trazem a luz a este mundo. Experimentamos sempre de novo que o nosso esforço
por uma ordem melhor e mais justa tem os seus limites. O sofrimento dos inocentes
e, enfim, a morte de cada homem constituem uma escuridão impenetrável
que pode talvez ser momentaneamente iluminada por novas experiências,
como a noite o é por um relâmpago; mas, no fim, permanece uma
escuridão acabrunhadora.
Ao nosso redor pode haver escuridão
e trevas, e todavia vemos uma luz: uma chama pequena, minúscula, que
é mais forte do que a escuridão, aparentemente tão poderosa
e insuperável. Cristo, que ressuscitou dos mortos, brilha neste mundo,
e fá-lo de modo mais claro precisamente onde tudo, segundo o juízo
humano, parece lúgubre e sem esperança. Ele venceu a morte -
Ele vive - e a fé n'Ele penetra, como uma pequena luz, tudo o que é
escuro e ameaçador. Certamente quem acredita em Jesus não é
que veja sempre só o sol na vida, como se fosse possível poupar-lhe
sofrimentos e dificuldades, mas há sempre uma luz clara que lhe indica
um caminho, o caminho que conduz à vida em abundância (cf. Jo
10, 10). Os olhos de quem acredita em Cristomesmo na noite mais escura, vislumbram
uma luz e vêem já o fulgor dum novo dia.
A luz não fica sozinha. Ao seu redor, acendem-se outras luzes. Sob os seus raios, delineiam-se de tal modo os contornos do ambiente que nos podemos orientar. Não vivemos sozinhos no mundo. Precisamente nas coisas importantes da vida, temos necessidade de outras pessoas. Assim, de modo particular na fé, não estamos sozinhos, somos anéis da grande corrente dos crentes. Ninguém chega a crer, se não for sustentado pela fé dos outros; mas, por outro lado, com a minha fé contribuo para confirmar os outros na sua fé. Ajudamo-nos mutuamente a ser exemplo uns para os outros, partilhamos com os outros o que é nosso, os nossos pensamentos, as nossas acções, a nossa estima. E ajudamo-nos mutuamente a orientar-nos, a identificar o nosso lugar na sociedade.
Papa Bento XVI
ao jovens em vigília, em
Freiburg,
24.09.2011
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